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Entrevista com “Gina do Brasil”, a Estrategista de Mídias Sociais da BlueGlass

outubro 19, 2010 2 comentários

Sempre que me deparo com um site de agência digital  procuro seu blog. Espero encontrar nele informações valiosas, já seus profissionais o utilizam – ou deveriam utilizá-lo – para exibir seu conhecimento e paixão pelo que fazem. Raramente encontro bons blogs nesses sites de agências, mas quando acontece eu me subscrevo e comeco a acompanhar seus artigos.

Um desses blogs que acompanho –  e o melhor deles – é o da agência  BlueGlass. Acompanho seus posts desde fevereiro, quando eles ainda eram 10e20. Além da excelente qualidade do conteúdo, há outros detalhes que eu admiro. Para começar, o proprietário da agência Chris Winfield escreve um post introduzindo cada funcionário que inicia na empresa. Ele também comenta em praticamente todos os artigos do blog. Enquanto algumas empresas ficam ressentidas quando um funcionário sai da empresa, a BlueGlass publica em seu blog posts deles contando seus projetos futuros, como este da Rebecca Kelley.

Depois de um tempo acompanhando o blog da BlueGlass, comecei a ter meus escritores favoritos. Uma delas é a estrategista de mídias sociais Gina Gotthilf, cujos artigos eu acho fascinantes. Gina também é brasileira e nosso primeiro contato aconteceu através do Twitter, quando ela descobriu que eu estava blogando sobre um evento da BlueGlass.

Gina Gottilf

Regina Gotthilf, também conhecida como “ginafrombrazil”, tem 24 anos de idade. Ela nasceu em São Paulo e há um ano mora em Nova York, de onde não pretende se mudar tão cedo. “Eu me sinto mais em casa do que em qualquer outro lugar que eu vivi, incluindo Portland (OR), Boston (MA) e São Paulo, minha cidade natal”, diz ela. Gina – ela sempre exclui o “Re” do seu nome – estudou no Reed College e depois se transferiu para a Universidade Brandeis, em Boston, onde estudou de neurociência à filosofia. Eu poderia continuar introduzindo a Gina, mas Chris Winfield faz isso brilhantemente neste post.

Vamos então dar início a entrevista.

Como você começou a trabalhar na agência BlueGlass?

Eu comecei a trabalhar para a 10e20 do exterior (uma das quatro empresas originais que se fundiram para formar BlueGlass) quando um de seus funcionários, que havia trabalhado comigo antes, me ligou no Brasil para me convidar para uma entrevista. Na época, eu estava muito infeliz como estrategista de mídia social na Morpheus Media, onde eles promoveram o cara de RH para Diretor de Mídias Sociais. Após uma breve conversa com Chris Winfield (por Skype), eu sabia que a 10e20 seria ideal. Como sempre, ele deu a entender que algo grande estava para acontecer … mas não quis me dizer o que seria. Poucos meses depois, 10e20 tornou-se BlueGlass.

Como desenvolveu interesse por mídia social?

Eu me interesso por quase tudo que é social – especialmente na forma como diferentes grupos sociais interagem e se diferem. Passei um ano trabalhando em um laboratório de neurociência após a minha formatura, estudando as correlações neurais das interações sociais entre as culturas. Ao mesmo tempo, como a maioria do nosso setor, eu sempre fui apaixonada por novas tecnologias e desenvolvimentos online. Eu era seriamente viciada em ICQ quando era muito jovem, a primeira dos meus amigos no Brasil a entrar no Facebook, fiz um curso de “e-commerce no Second Life” quando ele ainda estava no começo, tive um dos primeiros fotologs (para compartilhar minha experiência nos EUA com minha família e amigos em casa), estudei antropologia das comunidades digitais na faculdade, etc.
Eu sinto que mídias sociais são uma combinação perfeita entre esses interesses, já que me obrigam a estudar o comportamento online e a interação social para alavancar negócios e ao mesmo tempo me manter informada sobre novas plataformas e tecnologias.

Como você responde às preocupações dos clientes de que as pessoas vão utilizar os canais de mídia social para reclamar sobre os seus produtos e serviços?

A mídia social não é um veículo de reclamações, mas um veículo de comunicação. Se seus clientes e fãs têm queixas, é melhor ouví-los, a fim de compreender o seu mercado e melhorar o seu negócio. Reclamações existem se você tem uma presença na mídia social ou não – fechar os olhos e fingir que não existe é a pior abordagem possível.

Marketing em mídia social é apropriado para todas as empresas? Existe algum caso em que você acha que não funcionaria? Por exemplo, você recomendaria mídia social para empresas business to business?

Sim, absolutamente. A única variável é a estratégia, mas os benefícios da presença nos meios de comunicação social são uma constante em todos os negócios.

Eu implementei estratégias para clientes B2B recentemente. A maioria dos gerentes e diretores está online. Essencialmente, o marketing para essas empresas envolve marketing para as pessoas por trás desse negócio – e eles estão mais do que provavelmente no Facebook e LinkedIn .

Mesmo considerando a demografia menos presente, a mídia social é relevante devido ao boca a boca – que nasce no marketing digital mas sobrevive do marketing digital.

Eu utilizo o Facebook todos os dias, mas nunca cliquei em um anúncio. Você acha que os anúncios do Facebook são uma boa idéia para as empresas?

Com certeza. Você e eu trabalhamos neste setor, assim, estamos condicionadas a ter hipersensibilidade com relação aos anúncios de banners e, portanto, menos propensas a clicar neles. Os anúncios do Facebook são maravilhosos porque podem ser geridos internamente, podem ser altamente segmentados e são também socialmente persuasivos na medida em que podem apresentar amigos que já são fãs da página anunciada. Naturalmente, a taxa de sucesso varia de acordo com a natureza do produto e como os anúncios são gerenciados.

Quais são as melhores páginas de empresas no Facebook atualmente? Como você avalia a qualidade de uma página no Facebook?

Depende por quais metas e métricas você está olhando. A maioria das pessoas presta atenção ao tamanho da comunidade, em primeiro lugar. A resposta óbvia seria, então, a Victoria’s Secret, Starbucks e Coca-Cola, que tem uma quantidade enorme de fãs online e offline. Mas o que mais importa é o que os administradores de páginas fazem com a comunidade. Tamanho significa influência, mas o nível de interação é tão importante quanto. Em outras palavras, uma página de marca que consegue fazer com que seus fãs conversem sobre os produtos da empresa, compartilhem conteúdo sobre a marca e convidem amigos para a comunidade é bem sucedida, na minha opinião. Conseqüentemente, outra métrica que considero mais importante é a taxa de crescimento.

Alguns dos meus favoritos: Louis Vuitton, Red Bull, Coca-Cola, 1-800-flowers, Oreo.

E no Twitter, como você mede o sucesso de uma campanha?

Depende da campanha. A maioria das campanhas visa difundir o conhecimento, de modo que pode ser medido pela avaliação do número de interações com a marca durante um período de tempo (@ replies e retweets). Quanto mais buzz, maior o “sucesso”. Mas isso não pára por aí. Os blogueiros às vezes pegam uma notícia no Twitter e expandem a atividade em um tópico, ou os usuários podem levar a conversa para outro lugar, como o Facebook.
Outras campanhas visam referências e cliques – que podem ser controlados com diferentes ferramentas de análise ou mesmo através de estatísticas encurtador de URL, como de bit.ly ou ow.ly.

Você utiliza alguma ferramentas para verificar o quanto longe foi um retweet?

Atualmente, estamos desenvolvendo nossa própria ferramenta interna na BlueGlass para acompanhar algumas dessas métricas, mas no momento eu faço isso manualmente ou com a ajuda de Trackur.

Você já teve que gerir alguma crise de mídia social para seus clientes, como algo

semelhante ao caso da Brixx Pizza? O que você faria como responsável?

Eu tenho ajudado clientes a atravessar algumas crises e inclusive escrevi um artigo recentemente que detalha as melhores práticas em crises no blog da BlueGlass. Se eu tivesse sido a responsável pela página da Nestlé no início deste ano, eu teria respondido com muito mais rapidez e desenvolvido uma área para os fãs opinarem sobre as formas de ajudar o meio ambiente. Idealmente, eu usaria a oportunidade para fazer reais mudanças de vida real … mas na realidade isso é difícil, assim como organizar uma grande equipe e tomar medidas imediatas.

Como você vê a evolução das mídias sociais nos próximos anos?

Eu diria que as tecnologias comerciais baseadas em localização e compras sociais serão adotadas por um segmento muito maior da população. Em particular, penso (e espero!) que o acesso móvel a informações passará a ser a norma em todos os segmentos sócio-econômicos – e, portanto, “em tempo real” não será um termo utilizado exclusivamente por geeks. O celular (ou “smart phone”) está mudando tudo, desde a maneira como nos comunicamos às nossas necessidades essenciais. Eu também estou ansiosa para ver lojas (no mundo real) integrando as mídias sociais em uma escala muito maior, conforme compras sociais ganham reconhecimento.
Ao mesmo tempo, vejo comunidades de nicho se desenvolvendo em um ritmo mais rápido. Agora todo mundo está adotando novas formas de interação e partilha através de canais de grande porte (como o Facebook, Orkut, etc.) Mas à medida que avançamos ao longo da curva de aprendizado, o usuário vai ganhar uma melhor compreensão do que quer ou precisa dessas comunidades, e, assim, preferir ambientes adaptados aos seus próprios gostos.

No Brasil, a maioria das pessoas utiliza o Orkut. O que você acha que vai ser o futuro desta plataforma? Se você estava trabalhando para um cliente brasileiro, você recomendaria que eles estivessem no Orkut, no Facebook ou ambos?

Embora eu geralmente apóie qualquer coisa que esteja associada ao Google, o Orkut não tem nenhuma chance contra o Facebook. Eles estão sempre tentando seguir o Facebook em termos de funcionalidades e a interface é deprimente. Recentemente eu tenho notado uma mudança considerável aqui no Brasil – muitos que antes estavam relutantes criaram começaram a criar perfis no Facebook em 2010. A maioria está usando as duas simultaneamente, mas eu sei que assim que todos os seus amigos puderem ser encontrados no Facebook, o Orkut vai rapidamente se dissipar.
Se eu estivesse trabalhando com clientes brasileiros agora, no entanto, eu certamente recomendaria que eles utilizassem ambos. A marca precisa falar com os consumidores onde eles estão mais confortáveis e, atualmente, ainda é o Orkut para a maioria no Brasil.

Quais foram as campanhas de mídia social mais notáveis este ano?

De cabeça: Old Spice Guy, a integração do Bing FarmVille, Tippex no YouTube, Facebook Connect integração Levi’s, Pepsi Refresh.

Você escreveu um ótimo artigo sobre a campanha Old Spice Guy. Seria possível para uma outra empresa seguir o exemplo deles agora ou seria uma má idéia, pois seria visto como a falta de originalidade

Ninguém realmente fez um impacto copiando uma idéia brilhante – um dos elementos mais importantes da campanha do “Old Spice” foi a inovação. No entanto, como afirmou Lavoisier, nada se cria, tudo se transforma. Eu acredito que todos nós podemos ganhar com a compreensão dos princípios por trás da campanha e reciclagem desse tipo de estratégia de marketing.

Você escreve vários artigos para o blog do BlueGlass e eu tento ler todos eles. Onde você encontra tanta inspiração e tempo para escrevê-los?

A necessidade constante de desenvolver estratégias para clientes muito diferentes um dos outros, e a oportunidade de trabalhar com estrategistas de mídia digital brilhantes e talentosos me dá inspiração aos montes.

Para ficar à frente das tendências da indústria e manter uma perspectiva ampla sobre o que os outros estão fazendo, eu também leio blogs da indústria todos os dias (com a ajuda da belo Google Reader) e sigo os outros que estão no mesmo barco no Twitter. É impossível não ter um afluxo constante de inspiração para novas postagens do blog.

Quantas pessoas trabalham com você na BlueGlass, e como os departamentos estão divididos? Além disso, os anúncios de Facebook são administrados pelo departamento de Mídia Social ou de PPC?

Estamos crescendo rapidamente, de modo que é difícil manter o controle do Brasil, mas acredito que somos 32 agora, incluindo os parceiros. Nossos departamentos: Marketing de Mídias Sociais (com foco em plataformas de mídia social), Desenvolvimento de Conteúdo, Marketing Viral, Otimização de Busca, Relações Públicas na Internet, Desenvolvimento de Aplicativos, Gerenciamento de reputação online e Design. Geralmente eu treino meus clientes para as melhores práticas de anúncios no Facebook e ofereço consultas regulares, mas o objetivo final é ensinar suas equipes internas a executarem seus anúncios no Facebook, para que eles possam continuar sozinhos quando quiserem.

Você tem planos para voltar para o Brasil?

Na verdade não. Em termos da minha carreira, meios de comunicação digitais do Brasil invariavelmente seguem o exemplo do que acontece nos os EUA, Reino Unido ou na China. Em um nível pessoal, não sou um grande fã de São Paulo e quase fui sequestrada há alguns meses – uma experiência que esgotou qualquer desejo que eu tinha de voltar definitivamente. Eu sinto falta das pessoas e da comida maravilhosa do Brasil e, claro, da minha família, amigos e minha cachorra Julie! Se algum dia eu voltar, será para a minha aposentadoria, na Bahia.

Siga Gina Gotthilf no Twitter e conheça seu Website


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Categorias:Entrevista, Social Media

Entrevista com especialista em link building Garrett French

Finalmente terminei de traduzir a entrevista que fiz com o especialista em link Building Garrett French. Essa estrevista também foi publicada em inglês no meu novo blog Brazilian SEO.

Garrett French, um dos fundadores da empresa especializada em Link Building Ontolo, acabou de lançar um livro em inglês chamado “The Link Builder’s Guide to better, faster, stronger link building campaigns”. Eu sei disso porque ele me mandou essa mensagem via Twitter:

Eu enviei o email como ele me pediu e ele me perguntou se poderia me enviar seu novo livro e se eu estaria interessada em comentá-lo no meu blog. A outra pergunta foi se eu poderia enviar a ele bons artigos sobre link building que eu ou outra pessoa tenha escrito em Português. Claro que respondi positivamente para as duas questões. Como ele me conhecia? Um dos posts no meu blog apontava para o site dele e o Analytics o mostrava como referência de visitas.

Essa é uma ilustração de como ele desenvolve links interagindo e se relacionando com a comunidade do seu setor. Ele não apenas me enviou gratuitamente uma cópia do seu livro, mas também me concedeu a entrevista abaixo. Essa estratégia dele funciona? Bom, realmente ele conseguiu que eu escrevesse sobre seu livro e veja quantos links conseguiu.

Paula: Você escreve vários artigos sobre Link Building. Pode me contar sua experiência nessa área desde o inicio da sua carreira?

Garret: Eu comecei minha carreira como editor e escritor para o WebProNews.com em 2002.  Eu cobria a seção de SEO e gerava conteúdo fazendo com que as perguntas sobre SEO dos leitores fossem respondidas por Experts. Eu pagava esses profissionais com exposição em um canal de larga audiência – o que gerava contatos de negócios para eles- e links para seus websites. Assim eu aprendi o poder do conteúdo para marqueteiros, especialmente quando o conteúdo é criado em forma de resposta direta para a necessidade da audiência.

Paula: Eu tenho a impressão de que a maioria dos profissionais de SEO não gosta de fazer link building e muda para outra área logo quando podem. Por que você decidiu focar em desenvolver links? Você faz isso pessoalmente ou gerencia um time? Como é a sua rotina?

Garrett: Eu decidi focar em desenvolvimento de links porque eu gosto disso – ou seja, eu gosto dos processos e estratégias que eu desenvolvi e de descobrir novas táticas quando eu contato novos mercados para meus clientes. Todo mercado é um pouco diferente, então eu gosto de encontrar táticas que tendem a funcionar para muitos deles. Eu faço link buildng pessoalmente no momento. Cada conteúdo que eu crio para atrair links para um cliente leva cerca de três dias para escrever, depois dois dias ou mais para promoção.

Paula: Qual a sua opinião sobre marketing de artigos para link building? Links em diretórios de artigos fazem diferença para websites nas SERPS?

Garrett: Eu acho que artigos em diretórios como Enzine Articles.com pode ser útil para termos de cauda longa, e potencialmente para construir links para paginas internas. Especialmente se você tem pessoas na empresa que conseguem criar artigos constantemente. Eu raramente utilizo diretórios de artigos esses dias – nós tentamos colocar conteúdo em sites que vão impactar nas SERPS e também atrair tráfego do mercado… Esse tipo de conteúdo pode levar vários dias para escrever, então  tendemos a não colocá-los em artigos de diretórios. Meus artigos como convidado no Serch Engine Land são exemplos perfeitos disso – eu poderia tê-los incluído em um diretório, mas eles não teriam tido a mesma distribuição e associação de marca que o Search Engine proporciona.

Paula: Eu tenho visto algumas empresas submetendo sites em Social Bookmarking e RSS como parte de estratégia de link building. Esses sites passam algum link juice? Você faz isso para seus clientes?

Garrett: Nós raramente fazemos isso para clientes, a não ser que seja bookmarking ou site de noticias que faca parte do seu nicho. Eu li que esses sites têm impacto similar a artigos em diretórios.  Não vai ajudá-los em termos altamente competitivos, mas pode ajudar em termos de cauda longa.

Paula: Links em sites de social bookmarking são Nofollow ou localizados em páginas não indexadas. Eu sei que pode ser bom para sites com conteúdo submeter seus artigos nesses sites, já que isso pode gerar tráfego e links indiretos. Minha pergunta foi se esses links podem passar link juice diretamente para o site. Essa é uma boa estratégia para sites que não tem blog ou nem mesmo bom conteúdo?

Garrett: A melhor estratégia para sites sem blog ou bom conteúdo é criar bom conteúdo na minha opinião ;). Entretanto, eu sei que isso nem sempre é possível, especialmente para a pessoa desenvolvendo links cujo chefe esta exigindo mais links!

Sob somente a perspectiva de link building – uma perspectiva que eu raramente tenho – você pode extrair algum valor de sites de social bookmarking utlizando aqueles que são do follow e depois trabalhar para fazer com que aquelas páginas sejam indexadas, normalmente linkando para elas de outros sites de social bookmarking (dos que são indexados) ou sites como Squidoo e diretórios de artigos. Essa técnica é chamada de “link wheel”. Não utilizamos essa técnica, nem a defendemos, porque isso não adiciona nenhum valor real para a web ou para o seu mercado. Além do mais, eu não testei para saber se funciona ou não.

A nossa versão de “link wheel” acontece quando linkamos para um conteúdo que colocamos no site A do conteúdo que colocamos no site B, todos falando diretamente para o nosso Mercado com idéias novas e úteis. Aqui está um exemplo em um artigo que escrevi: “Link Builder” to “Link Strategist”

Paula: Quais são as indústrias mais difíceis de desenvolver links? Você lida com muitos deles na sua empresa?

Garrett: Para mim as indústrias mais difíceis para desenvolver links são aquelas com poucos blogs ou outras reputáveis publicações com quem interagir. Também, se não há muitos experts tentando se promover, isso faz link building mais difícil de acordo com as técnicas que eu desenvolvi.

Paula: Quais seriam as suas estratégias para desenvolver links para sites de jogos ou pornográficos, por exemplo? É possível desenvolver links para esse tipo de site sem comprar links?

Garrett: Minhas estratégias iriam depender da verba disponível. 😉 Sites de jogos bem estabilizados geralmente têm muita verba. Minhas estratégias iriam girar torno das suas metas de rankeamento e iriam envolver tanto conteúdo quanto possível. Provavelmente meu trabalho seria mais o de mascarar o fato de que eles estão comprando links desenvolvendo táticas mais orgânicas.

Paula: Trocar links com sites no mesmo tópico gera bons resultados?

Garrett: Eu acho que pode funcionar – eu “troco” links o tempo todo quando eu aponto para artigos sobre link building em outros sites. Muitas vezes estes sites também freqüentemente apontam para conteúdo em Ontolo.com. Os resultados são bons já que eu compartilho bom conteúdo com os visitantes dos meus sites, e ajudo outros profissionais da minha área, alguns deles são até concorrentes. Isso é normal em muitas indústrias… No entanto, se você está descrevendo um sistema que cria automaticamente links para outros sites e e-mails spam para gerenciar trocas de links não posso comentar…. Eu nunca fiz isso e nunca farei.

Paula: Se você tem dez clientes para desenvolver links e alguns deles estão pagando por dois dias por mês apenas, o que seria uma boa estratégia para eles?

Garrett: Nós cobramos por projeto a fim de evitar esse tipo de situação;) Eu começaria com o básico, certificando-me que eles estão listados nos diretórios de nicho. Então eu provavelmente iria tentar fazer uma entrevista em grupo com blogueiros perito de seu mercado-alvo com as esperanças que os peritos colocassem um link para sites de meus clientes! Eu acho que isso poderia ser feito em um par de dias. 🙂

Paula: Você tem uma lista de links de que você se orgulha de ter conseguido? Já conseguiu links em um site muito difícil? Pode me dizer como você fez isso?

Garrett: O link de que mais me orgulho foi no de Time.com, que consegui com uma entrevista em grupo que incluía alguns nomes notáveis da indústria… Nós nem sequer pedimos o link;)

Paula: O que você acha de comentários em blogs e participações em fóruns? Isso faz parte faz parte a sua estratégia de links building?

Garrett: Eu recomendo comentários e participação do fórum, mas raramente executo campanhas que incluem estes tipos de sites. Eu acho que os fóruns, nos Estados Unidos pelo menos, são ignorados como fonte fantástica de idéias de conteúdo! Se você trabalhar duro para estabelecer-se em um fórum, e tratá-la como uma comunidade, em vez de um lugar para despejo de links, você pode realmente desenvolver alguns grandes relacionamentos que podem se transformar em conteúdo (entrevistas) e links.

Paula: Você vai a algum evento de Marketing digital esse ano? Vai dar alguma palestra?

Garrett: Não esse ano. Eu fui palestrante no SMX West no inicio do ano. Foi divertido!

Paula: As táticas que você tem desenvolvido são baseada em criação de conteúdo. Eu sei que pode funcionar muito bem se o site para o qual você está construindo links tem o blog como uma parte importante do site. No entanto, dessa forma você terá pessoas que apontam para o conteúdo que você criou, que provavelmente você vai colocar no blog do seu cliente. O problema é que o blog em um site raramente é a página que você realmente deseja rankear e, normalmente, os blogs não estão relacionados às palavras-chave mais importantes. Eu sei que você pode otimizar o blog, torná-lo forte e colocar links internos para as páginas importantes do site, mas provavelmente não é o mesmo que receber links externos para páginas principais. Então, como você faz para as pessoas apontarem para as páginas que você deseja rankear?

Garrett: Aqui vai o que eu penso…

1) Se você está desenvolvendo links altamente confiáveis, altamente autoritários e relevantes para o seu blog, e seu blog está em seu site, todo o site terá melhor resultado nas SERPs. Eu vi este
acontecer em várias ocasiões.
2) Se o conteúdo do blog não está relacionado com as palavras-chave mais importantes – isto é – o que você está vendendo, então há um problema… Além disso, o conteúdo pode e deve vender seus serviços ou produtos. Nós construímos links para o nosso site – que também vendem nossos serviços – exclusivamente com conteúdo e ferramentas gratuitas. Temos desenvolvido links desta forma há mais de um ano e só agora estamos começando a ver algum movimento nas SERPs para palavras-chave não relacionadas a nossa marca. E ainda criamos uma empresa forte e sustentável… Link building
NUNCA deve ser exclusivamente sobre as SERPs na minha opinião.

3) Conseguir links para páginas que você deseja classificar – sem pagar as pessoas pelos links – exigirá, em primeiro lugar algumas análises. As páginas similares dos seus concorrentes têm links? Como eles conseguiram?
Em segundo lugar, quem é o seu mercado-alvo para essas páginas? Há algum editor (blogs / notícias / sites de outros meios de comunicação) para este mercado? Se sim, como você pode fazer que essas pessoas mencionem essas páginas do produto?

A minha experiência (eu não fiz isso ainda – se o fizer, deixe-me saber como funciona;) seria fazer um concurso para cada página que você quer construir links, uma de cada vez. Faça um comunicado de imprensa e contate os editores e bloggers do seu nicho para que saibam sobre o concurso. O prêmio é uma oferta do produto ou serviço… Melhor ainda se você puder doar o produto / serviço sempre! Para entrar no concurso pessoas que precisam escrever no blog ou twittar sobre o porquê elas querem o produto ou serviço. A descrição do concurso deve ser publicada na página para a qual você quer construir links.

Paula: Obrigada por me enviar seu livro. Eu vou ler e comentá-lo assim que possível. Você poderia me adiantar o que eu vou encontrar nele e o que faz seu livro especial?

Garrett: Acho que você vai encontrar uma abordagem muito diferente de link building, Paula! Eu trabalho para minimizar o foco apenas nas SERPs. Estou ansioso para ler seus comentários e feedback, especialmente no que diz respeito à forma como esta abordagem poderia funcionar e qualquer problema que eu possa não estar vendo na minha estratégia.

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