Pro SEO em Londres

outubro 29, 2010 6 comentários

Você não precisa participar das conferências de marketing online para saber o que aconteceu. Os participantes tuitam tudo o que os palestrantes falam e alguns blogam ao vivo. Os slides das palestras estão disponíveis na Internet logo após o evento e apresentações são filmadas e publicadas no dia seguinte. É possível “economizar uma grana, evitar uma ressaca dos infernos e aprender muita coisa nova em conferências, mesmo sem participar delas” – como atesta Claire Carlile. Mesmo assim, esses eventos são imperdíveis e não teve uma pessoa com quem eu tenha conversado na festa de encerramento que não iria novamente.

Como em qualquer conferência, algumas palestras se destacaram. Eu gostei especialmente da  “Arquitetura da informação e navegação facetada”, com Duncan Morris, “Linkbuilding avançado”, com Wiep Knol, “Pesquisa de palavras-chave”, com Richard Baxter, das sessões “SEO em indústrias competitivas”, com Jane Copland, Patrick Altoft e Martin MacDonald e a de “Budget para Link Building” com Will Critchlow e Rand Fishkin.

Foram apenas dois dias, mas páginas e páginas de anotações que fiz durante as palestras. Estou na correria me preparando para o Pubcon Las Vegas em menos de duas semanas e Brasil em dezembro. Estava preparando um resumo das sessões, mas está dando um trabalho absurdo para transformar tanta informação em um artigo.

Por isso, se você quiser informações sobre alguma palestra em especial deixe um comentário ou entre em contato comigo pelo twitter ou e-mail. Ainda, se você estiver no Rio de Janeiro a partir de dezembro, pode me convidar para uma cerveja que eu conto tudo que rolou no evento. 🙂

 

Categorias:Palestras e Eventos

Qual o seu propósito como empresa ou profissional?

outubro 24, 2010 1 comentário

Assisti a um vídeo hoje de madrugada que eu gostaria que todos os donos de empresas e CEOs do mundo assistissem. Ele é em inglês e dura pouco mais de 10 minutos. Veja abaixo:

 

Categorias:Video

Entrevista com “Gina do Brasil”, a Estrategista de Mídias Sociais da BlueGlass

outubro 19, 2010 2 comentários

Sempre que me deparo com um site de agência digital  procuro seu blog. Espero encontrar nele informações valiosas, já seus profissionais o utilizam – ou deveriam utilizá-lo – para exibir seu conhecimento e paixão pelo que fazem. Raramente encontro bons blogs nesses sites de agências, mas quando acontece eu me subscrevo e comeco a acompanhar seus artigos.

Um desses blogs que acompanho –  e o melhor deles – é o da agência  BlueGlass. Acompanho seus posts desde fevereiro, quando eles ainda eram 10e20. Além da excelente qualidade do conteúdo, há outros detalhes que eu admiro. Para começar, o proprietário da agência Chris Winfield escreve um post introduzindo cada funcionário que inicia na empresa. Ele também comenta em praticamente todos os artigos do blog. Enquanto algumas empresas ficam ressentidas quando um funcionário sai da empresa, a BlueGlass publica em seu blog posts deles contando seus projetos futuros, como este da Rebecca Kelley.

Depois de um tempo acompanhando o blog da BlueGlass, comecei a ter meus escritores favoritos. Uma delas é a estrategista de mídias sociais Gina Gotthilf, cujos artigos eu acho fascinantes. Gina também é brasileira e nosso primeiro contato aconteceu através do Twitter, quando ela descobriu que eu estava blogando sobre um evento da BlueGlass.

Gina Gottilf

Regina Gotthilf, também conhecida como “ginafrombrazil”, tem 24 anos de idade. Ela nasceu em São Paulo e há um ano mora em Nova York, de onde não pretende se mudar tão cedo. “Eu me sinto mais em casa do que em qualquer outro lugar que eu vivi, incluindo Portland (OR), Boston (MA) e São Paulo, minha cidade natal”, diz ela. Gina – ela sempre exclui o “Re” do seu nome – estudou no Reed College e depois se transferiu para a Universidade Brandeis, em Boston, onde estudou de neurociência à filosofia. Eu poderia continuar introduzindo a Gina, mas Chris Winfield faz isso brilhantemente neste post.

Vamos então dar início a entrevista.

Como você começou a trabalhar na agência BlueGlass?

Eu comecei a trabalhar para a 10e20 do exterior (uma das quatro empresas originais que se fundiram para formar BlueGlass) quando um de seus funcionários, que havia trabalhado comigo antes, me ligou no Brasil para me convidar para uma entrevista. Na época, eu estava muito infeliz como estrategista de mídia social na Morpheus Media, onde eles promoveram o cara de RH para Diretor de Mídias Sociais. Após uma breve conversa com Chris Winfield (por Skype), eu sabia que a 10e20 seria ideal. Como sempre, ele deu a entender que algo grande estava para acontecer … mas não quis me dizer o que seria. Poucos meses depois, 10e20 tornou-se BlueGlass.

Como desenvolveu interesse por mídia social?

Eu me interesso por quase tudo que é social – especialmente na forma como diferentes grupos sociais interagem e se diferem. Passei um ano trabalhando em um laboratório de neurociência após a minha formatura, estudando as correlações neurais das interações sociais entre as culturas. Ao mesmo tempo, como a maioria do nosso setor, eu sempre fui apaixonada por novas tecnologias e desenvolvimentos online. Eu era seriamente viciada em ICQ quando era muito jovem, a primeira dos meus amigos no Brasil a entrar no Facebook, fiz um curso de “e-commerce no Second Life” quando ele ainda estava no começo, tive um dos primeiros fotologs (para compartilhar minha experiência nos EUA com minha família e amigos em casa), estudei antropologia das comunidades digitais na faculdade, etc.
Eu sinto que mídias sociais são uma combinação perfeita entre esses interesses, já que me obrigam a estudar o comportamento online e a interação social para alavancar negócios e ao mesmo tempo me manter informada sobre novas plataformas e tecnologias.

Como você responde às preocupações dos clientes de que as pessoas vão utilizar os canais de mídia social para reclamar sobre os seus produtos e serviços?

A mídia social não é um veículo de reclamações, mas um veículo de comunicação. Se seus clientes e fãs têm queixas, é melhor ouví-los, a fim de compreender o seu mercado e melhorar o seu negócio. Reclamações existem se você tem uma presença na mídia social ou não – fechar os olhos e fingir que não existe é a pior abordagem possível.

Marketing em mídia social é apropriado para todas as empresas? Existe algum caso em que você acha que não funcionaria? Por exemplo, você recomendaria mídia social para empresas business to business?

Sim, absolutamente. A única variável é a estratégia, mas os benefícios da presença nos meios de comunicação social são uma constante em todos os negócios.

Eu implementei estratégias para clientes B2B recentemente. A maioria dos gerentes e diretores está online. Essencialmente, o marketing para essas empresas envolve marketing para as pessoas por trás desse negócio – e eles estão mais do que provavelmente no Facebook e LinkedIn .

Mesmo considerando a demografia menos presente, a mídia social é relevante devido ao boca a boca – que nasce no marketing digital mas sobrevive do marketing digital.

Eu utilizo o Facebook todos os dias, mas nunca cliquei em um anúncio. Você acha que os anúncios do Facebook são uma boa idéia para as empresas?

Com certeza. Você e eu trabalhamos neste setor, assim, estamos condicionadas a ter hipersensibilidade com relação aos anúncios de banners e, portanto, menos propensas a clicar neles. Os anúncios do Facebook são maravilhosos porque podem ser geridos internamente, podem ser altamente segmentados e são também socialmente persuasivos na medida em que podem apresentar amigos que já são fãs da página anunciada. Naturalmente, a taxa de sucesso varia de acordo com a natureza do produto e como os anúncios são gerenciados.

Quais são as melhores páginas de empresas no Facebook atualmente? Como você avalia a qualidade de uma página no Facebook?

Depende por quais metas e métricas você está olhando. A maioria das pessoas presta atenção ao tamanho da comunidade, em primeiro lugar. A resposta óbvia seria, então, a Victoria’s Secret, Starbucks e Coca-Cola, que tem uma quantidade enorme de fãs online e offline. Mas o que mais importa é o que os administradores de páginas fazem com a comunidade. Tamanho significa influência, mas o nível de interação é tão importante quanto. Em outras palavras, uma página de marca que consegue fazer com que seus fãs conversem sobre os produtos da empresa, compartilhem conteúdo sobre a marca e convidem amigos para a comunidade é bem sucedida, na minha opinião. Conseqüentemente, outra métrica que considero mais importante é a taxa de crescimento.

Alguns dos meus favoritos: Louis Vuitton, Red Bull, Coca-Cola, 1-800-flowers, Oreo.

E no Twitter, como você mede o sucesso de uma campanha?

Depende da campanha. A maioria das campanhas visa difundir o conhecimento, de modo que pode ser medido pela avaliação do número de interações com a marca durante um período de tempo (@ replies e retweets). Quanto mais buzz, maior o “sucesso”. Mas isso não pára por aí. Os blogueiros às vezes pegam uma notícia no Twitter e expandem a atividade em um tópico, ou os usuários podem levar a conversa para outro lugar, como o Facebook.
Outras campanhas visam referências e cliques – que podem ser controlados com diferentes ferramentas de análise ou mesmo através de estatísticas encurtador de URL, como de bit.ly ou ow.ly.

Você utiliza alguma ferramentas para verificar o quanto longe foi um retweet?

Atualmente, estamos desenvolvendo nossa própria ferramenta interna na BlueGlass para acompanhar algumas dessas métricas, mas no momento eu faço isso manualmente ou com a ajuda de Trackur.

Você já teve que gerir alguma crise de mídia social para seus clientes, como algo

semelhante ao caso da Brixx Pizza? O que você faria como responsável?

Eu tenho ajudado clientes a atravessar algumas crises e inclusive escrevi um artigo recentemente que detalha as melhores práticas em crises no blog da BlueGlass. Se eu tivesse sido a responsável pela página da Nestlé no início deste ano, eu teria respondido com muito mais rapidez e desenvolvido uma área para os fãs opinarem sobre as formas de ajudar o meio ambiente. Idealmente, eu usaria a oportunidade para fazer reais mudanças de vida real … mas na realidade isso é difícil, assim como organizar uma grande equipe e tomar medidas imediatas.

Como você vê a evolução das mídias sociais nos próximos anos?

Eu diria que as tecnologias comerciais baseadas em localização e compras sociais serão adotadas por um segmento muito maior da população. Em particular, penso (e espero!) que o acesso móvel a informações passará a ser a norma em todos os segmentos sócio-econômicos – e, portanto, “em tempo real” não será um termo utilizado exclusivamente por geeks. O celular (ou “smart phone”) está mudando tudo, desde a maneira como nos comunicamos às nossas necessidades essenciais. Eu também estou ansiosa para ver lojas (no mundo real) integrando as mídias sociais em uma escala muito maior, conforme compras sociais ganham reconhecimento.
Ao mesmo tempo, vejo comunidades de nicho se desenvolvendo em um ritmo mais rápido. Agora todo mundo está adotando novas formas de interação e partilha através de canais de grande porte (como o Facebook, Orkut, etc.) Mas à medida que avançamos ao longo da curva de aprendizado, o usuário vai ganhar uma melhor compreensão do que quer ou precisa dessas comunidades, e, assim, preferir ambientes adaptados aos seus próprios gostos.

No Brasil, a maioria das pessoas utiliza o Orkut. O que você acha que vai ser o futuro desta plataforma? Se você estava trabalhando para um cliente brasileiro, você recomendaria que eles estivessem no Orkut, no Facebook ou ambos?

Embora eu geralmente apóie qualquer coisa que esteja associada ao Google, o Orkut não tem nenhuma chance contra o Facebook. Eles estão sempre tentando seguir o Facebook em termos de funcionalidades e a interface é deprimente. Recentemente eu tenho notado uma mudança considerável aqui no Brasil – muitos que antes estavam relutantes criaram começaram a criar perfis no Facebook em 2010. A maioria está usando as duas simultaneamente, mas eu sei que assim que todos os seus amigos puderem ser encontrados no Facebook, o Orkut vai rapidamente se dissipar.
Se eu estivesse trabalhando com clientes brasileiros agora, no entanto, eu certamente recomendaria que eles utilizassem ambos. A marca precisa falar com os consumidores onde eles estão mais confortáveis e, atualmente, ainda é o Orkut para a maioria no Brasil.

Quais foram as campanhas de mídia social mais notáveis este ano?

De cabeça: Old Spice Guy, a integração do Bing FarmVille, Tippex no YouTube, Facebook Connect integração Levi’s, Pepsi Refresh.

Você escreveu um ótimo artigo sobre a campanha Old Spice Guy. Seria possível para uma outra empresa seguir o exemplo deles agora ou seria uma má idéia, pois seria visto como a falta de originalidade

Ninguém realmente fez um impacto copiando uma idéia brilhante – um dos elementos mais importantes da campanha do “Old Spice” foi a inovação. No entanto, como afirmou Lavoisier, nada se cria, tudo se transforma. Eu acredito que todos nós podemos ganhar com a compreensão dos princípios por trás da campanha e reciclagem desse tipo de estratégia de marketing.

Você escreve vários artigos para o blog do BlueGlass e eu tento ler todos eles. Onde você encontra tanta inspiração e tempo para escrevê-los?

A necessidade constante de desenvolver estratégias para clientes muito diferentes um dos outros, e a oportunidade de trabalhar com estrategistas de mídia digital brilhantes e talentosos me dá inspiração aos montes.

Para ficar à frente das tendências da indústria e manter uma perspectiva ampla sobre o que os outros estão fazendo, eu também leio blogs da indústria todos os dias (com a ajuda da belo Google Reader) e sigo os outros que estão no mesmo barco no Twitter. É impossível não ter um afluxo constante de inspiração para novas postagens do blog.

Quantas pessoas trabalham com você na BlueGlass, e como os departamentos estão divididos? Além disso, os anúncios de Facebook são administrados pelo departamento de Mídia Social ou de PPC?

Estamos crescendo rapidamente, de modo que é difícil manter o controle do Brasil, mas acredito que somos 32 agora, incluindo os parceiros. Nossos departamentos: Marketing de Mídias Sociais (com foco em plataformas de mídia social), Desenvolvimento de Conteúdo, Marketing Viral, Otimização de Busca, Relações Públicas na Internet, Desenvolvimento de Aplicativos, Gerenciamento de reputação online e Design. Geralmente eu treino meus clientes para as melhores práticas de anúncios no Facebook e ofereço consultas regulares, mas o objetivo final é ensinar suas equipes internas a executarem seus anúncios no Facebook, para que eles possam continuar sozinhos quando quiserem.

Você tem planos para voltar para o Brasil?

Na verdade não. Em termos da minha carreira, meios de comunicação digitais do Brasil invariavelmente seguem o exemplo do que acontece nos os EUA, Reino Unido ou na China. Em um nível pessoal, não sou um grande fã de São Paulo e quase fui sequestrada há alguns meses – uma experiência que esgotou qualquer desejo que eu tinha de voltar definitivamente. Eu sinto falta das pessoas e da comida maravilhosa do Brasil e, claro, da minha família, amigos e minha cachorra Julie! Se algum dia eu voltar, será para a minha aposentadoria, na Bahia.

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Categorias:Entrevista, Social Media

Material de estudo: Search Rankings & Statistics

outubro 7, 2010 6 comentários

Apresentado pelo Seomoz durante o evento Inbound Marketing Summit 2010.

Mais em http://www.seomoz.org/dp/ims2010

Categorias:Palestras e Eventos, SEO

Adeus Blogspot e até mais, Londres

outubro 3, 2010 3 comentários

Domingo chuvoso aqui em Londres. Fiquei em casa quase o dia todo e aproveitei para transferir meu blog Brazilian SEO, que contém meus artigos em inglês, do Blogspot para o WordPress. Eu bem que tentei dar uma chance ao Blogspot, mas a inferioridade em relação ao WordPress é gritante.  Tanto que nem o Matt Cutts usa o Blogspot, que é produto do Google, como plataforma do seu blog.

Além disso, reservei minha passagem para o Brasil. Chego  dia 12 de janeiro 10 de dezembro (mudança de planos) – do auge do inverno de Londres para o auge do verão no Brasil. Não vejo a hora de ver o sol de novo! 🙂

Vídeo sobre Bounce Rate

outubro 2, 2010 1 comentário

Assisti essa semana a um vídeo com o Avinash Kaushik sobre o bounce rate e análises feitas através dessa métrica do Google Analytics. Eu a utilizo bastante para mostrar para os clientes algumas palavras-chave que estão atraindo tráfego para o site, mas não estão segurando a visita. Quanto mais entendo o Google Analytics mais me apaixono por ele.

Segue o vídeo:

Categorias:Google Analytics

Pesquisa de palavras-chave – métodos e problemas

setembro 17, 2010 11 comentários

Essa semana eu fiz pesquisa de palavras-chave para um dos meus clientes aqui da Inglaterra. Vou contar um novo método que estou utilizando e problemas que eu e todos os especialistas em SEO enfrentamos.

Vamos ao novo método primeiro, que comecei a utilizar por causa do Google Instant, que torna as sugestões do Google ainda mais importantes. Antes eu buscava idéias principalmente a partir do Google Keywords Tool. Agora, estou usando uma nova ferramenta que conheci através desse post no blog do Blue Glass, o Ubersuggest. Vá conhecer, muito bacana!

Com a lista de novas palavras-chave em mãos, o próximo passo era verificar quais as mais procuradas e ordená-las em ordem de importância. Eu gosto de separar a lista de palavras-chave em categorias similares e ressaltar três ou quatro mais importantes baseadas no número de buscas mensais e relevância para a página do site relacionada. Esse cliente não faz campanha de PPC, então o que me resta para mostrar para o cliente que a palavra-chave X é mais importante que a Y são as ferramentas do Google.

E aí que está o problema. As duas ferramentas do Google: o Google Adwords Tool e Search-Based keyword Tool mostram resultados completamente diferentes.  Veja a explicação da diferenca entre as duas ferrramentas.

Antes, algumas dicas para o uso do Google Adwords Keywords Tool. Quando você quer apenas verificar o número de buscas mensais de uma lista de palavras-chave que você já definiu, sem novas idéias do Google, é melhor utilizar a versao antiga da ferramenta.

Na versão antiga, insira as palavras-chave que você quer verificar o número de buscas mensais, não selecione “Use Sinônimos”, selecione “Não mostre idéias de novas palavras-chave” e escolha “Match Type” = exact.

Exporte o resultado para a sua lista de palavras-chave e assim você vai saber o número de buscas mensais que cada uma delas recebe por mês. Certo? Infelizmente não.

Resolvi comparar o resultado das buscas nas duas ferramentas do Google.  Como eu não queria idéias novas, utilizei a ferramenta Keyword difficulty do Seomoz, que baseia seus resultados de busca no Google Search based.

Caso você não tenha notado a diferença nas imagens acima, veja abaixo:

Palavra-Chave exata: “Dogs”

Google Keyword Tool: 3.350.000 buscas locais

Search Based Keyword tool: 40.500 buscas locais

Palavra-chave exata: “Cats”

Google Keyword Tool: 673.000 buscas locais

Search Based Keyword tool: 40.500 buscas locais

A diferença é abismal. Não é possivel afirmar para o cliente com certeza quantas buscas mensais são feitas pelas suas palavras-chave e nem mesmo garantir que uma palavra-chave é mais popular do que a outra.

Essa semana recebemos aqui na agência a visita de um funcionário do Google explicando as vantagens do uso de Display para campanhas de PPC. Interessante, mas como eu estava mais interessada nessa questão da diferença entre as ferramentas, levantei a mão e perguntei qual das duas fornece informações mais corretas. Ele respondeu que o Google não se esforça e nem pretende se esforçar em curto prazo para melhorá-las.

Esse post no site do David Naylor já tinha chamado a minha atenção para esse fato. Outro problema que essa falta de informação causa é na hora de definir KPIs (key performance indicators). É  mais complicado do que se imagina prever quanto seu site receberá de tráfego se conseguir a primeira posição no Google para suas principais palavras-chave. Mas isso será assunto para outro post.

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